Suicídio e prevenção
Suicídio, o ato de colocar fim à própria vida. Quando sentimos que os problemas são tão insuportáveis que a única solução é não existir, ou que não temos um motivo para continuar a viver…
O sofrimento dos que decidiram partir não deve ser desvalorizado, tampouco a força dos que cá continuam. Porque escrever sobre isto não é apontar o dedo aos que já não se podem defender, é ajudar aqueles que ainda vão a tempo de não o fazer.
Há motivos para continuar. Procurá-los pode ajudar. Se pensa, ou já pensou, em suicídio, peço-lhe que dedique um momento a refletir sobre tudo aquilo que perderia e que o faz continuar. A felicidade é um estado de satisfação, bem-estar e equilíbrio. É um sentimento subjetivo, e podemos procurá-lo através da realização pessoal, relacionamentos saudáveis, propósito de vida e autocuidado.
Há momentos bons, em que sentimos alegria e felicidade, e momentos maus, que podemos utilizar como aprendizagem. Sentir o sol na pele ou sorrir para outra pessoa podem ser motivo suficiente para tornar o nosso dia mais positivo e com significado. Se as partes más se tornarem demasiado pesadas, podemos dar por nós perdidos no mar. Mas os momentos bons podem ser o farol que nos guia, e quantos mais encontrar, mais suportável se vai tornar.
“Mas mesmo que encontre o farol, continuo preso no mar…” Sim, é nestes momentos que devemos colocar as mãos no leme e tentar navegar a tormenta. Porque, em terra, a nossa vida ainda lá está, e vale a pena lá chegar. E se não o conseguirmos fazer sozinhos, há alguém disponível para ajudar.
Se se sente sozinho, desamparado, que os problemas não têm solução, ou que não existe um motivo para continuar, existe quem o possa ajudar. Fale com alguém, procure apoio psicológico, ou ligue para uma das linhas de apoio.
Não coloque um fim à sua vida, há motivos para continuar.
Linhas de crise para apoio à saúde mental:
Emergências: 112
SNS24: 808 242424
Linha Nacional de Prevenção do Suicídio: 1411
Outras linhas de apoio: https://prevenirsuicidio.pt/contactos-e-servicos-disponiveis/
Artigo de opinião escrito por psicólogo João Pedro Morais, CP 29940
